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Saudosismo? Não. Eficiência. Fazendo o meu trabalho de cobertura da Copa Federação Paulista, acompanhava a partida entre o Guaratinguetá e São José. Qual foi minha surpresa ao fazer a leitura dos esquemas táticos utilizados pelos treinadores Roberto Fonseca(Guaratinguetá) e Toninho Moura (São José), deparei-me com uma formação que não via desde o começo da década de 80, criado a décadas atrás, o bom e velho WM,usado por Roberto Fonseca com algumas adequações, claro, porém, um autêntico WM. Essa formação é vista hoje como um 3-4-3, mas funciona da seguinte maneira: três zagueiros jogando em linha, dois volantes e dois meias formando um quadrado no setor de meia canxa, um atacante fixo e dois pontas. Leiam bem. Dois pontas. Quem eram esses pontas? Aí começa as adequações. Os dois laterais jogavam enfiados quando a equipe atacava, o meia de criação jogando mais próximo ao atacante e com liberdade para finalizar enquanto o homem que deveria fazer a função de segundo volante, fazia a função de meia pelo lado direito abastecendo o ataque por aquele setor. os dois volantes de contenção aproximavam-se no meio campo para dar cobertura aos laterais, o zagueiro central fazia o mesmo para proteger o contra-ataque e os zagueiros que restaram, permaneciam no sertor de intermadiária deixando a aquipe mais compacta e sem dar espaço para o adversário. dessa maneia, atacava com cinco e criava com sete. Sem a posse de bola, voltam-se às posições originais, congestionando o meio campo e marcando mais à frente. No caso, defendiam-se com oito. mas para que este esquema funcione mesmo, é preciso além de obediência tática, inteligência por parte dos jogadores, coisa rara hoje no futebol brasileiro. Um esquema usado por uma equipe do interior de São Paulo, que em seu primeiro ano de divisão de elite, chegou ao título de campeã do interior no primeiro semestre, lidera a copa federação, paga os salários em dia e os bichos no vestiário. Um verdadeiro modelo de administração. Quem sabe se grandes times como Corinthians, Flamengo, Coritiba e Atlético Parnaense essa humildade e respeito pelos seus torcedores, jogadores e funcionarios, se a cartolagem não vissem a paixão nacinal do brasileiro como um balcão de negócios e montassem não equipes galacticas, mas equipes competentes, não estariam em melhor situação… para enxergar que os sapatos estão sujos, é preciso primeiro, olhar para baixo.
Breno Rocha
Comentarista da Equipe Azul e Branca
Rádio Aparecida, 820AM e Ondas Tropicais de 60mts.
Por: Breno Rocha em 31/08/2007
às 15:28